Superstições e ilusões de controle: contribuições experimentais para discussões em Psicopatologia

Autores

  • Lucas Monteiro Brandão

DOI:

https://doi.org/10.18761/PACv2.026

Palavras-chave:

psicologia experimental, comportamento supersticioso, ilusão de controle, psicopatologia, transtorno mental

Resumo

 Comportamentos supersticiosos são classicamente compreendidos como respostas mantidas por reforçadores cuja ocorrência independe da agência do indivíduo. Paralelamente, as ilusões de controle referem-se a crenças sobre um controle sobre o mundo que, na realida­de, não existe. Ambos os fenômenos, em particular, resguardam proximidades conceituais e processuais com frequência evidenciadas em pesquisas experimentais. No decurso dos anos, as pesquisas experimentais sobre tais fenômenos resvalaram-se no campo da Psicopatologia, ao discutirem sobre determinados sintomas e transtornos. No entanto, a literatura analítico­-comportamental carece de uma discussão objetiva sobre as contribuições de tais pesquisas experimentais para o campo da Psicopatologia. Diante disso, o presente ensaio teve como objetivo identificar possíveis contribuições experimentais à Psicopatologia pela relação das evidências experimentais sobre comportamentos supersticiosos e ilusões de controle com qua­dros psicopatológicos tais como o transtorno obsessivo-compulsivo, o transtorno depressivo maior e o transtorno do jogo. As contribuições identificadas incluem (1) a elucidação de certos processos comportamentais envolvidos em sintomas psicopatológicos, (2) a compreensão de alguns processos de mudança clínica promovidos por intervenções psicoterapêuticas e (3) a validação experimental de determinadas intervenções clínicas para esses transtornos. Por fim, é enfatizado a necessidade de continuar as pesquisas experimentais com vista a aprofundar a compreensão dos fenômenos psicopatológicos e melhorar o cuidado prestado aos indivíduos.

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Publicado

30-06-2026

Como Citar

Brandão, L. M. . (2026). Superstições e ilusões de controle: contribuições experimentais para discussões em Psicopatologia. Perspectivas Em Análise Do Comportamento, 17(2), 251–270. https://doi.org/10.18761/PACv2.026

Edição

Seção

Artigos