O Eu e os Outros em Sobre o Behaviorismo: complicações e implicações em uma cultura complexa
DOI:
https://doi.org/10.18761/AB50ABD011Palavras-chave:
Sobre o Behaviorismo, autocontrole, autoconhecimento, culturaResumo
Este artigo discute as implicações conceituais do capítulo “O Eu e os Outros” da obra Sobre o Behaviorismo, de B. F. Skinner, analisando criticamente como a noção de “Eu” pode ser compreendida sob uma perspectiva analítico-comportamental. Rejeitando explicações mentalistas e internalistas, o capítulo propôs que o Eu deve ser entendido como uma autodescrição aprendida e mantida por uma comunidade verbal. Autoconhecimento e aspectos do autocontrole são vistos como desdobramentos dessa ideia explorados como repertórios desenvolvidos socialmente, em que uma pessoa se comporta em relação a seu próprio comportamento. A análise é expandida com base nas contribuições de Norbert Elias, especialmente no que tange ao processo de individualização nas sociedades de mercado modernas, que favorecem repertórios previsíveis, controle emocional e aumentam a necessidade de autodescrições. O artigo conclui destacando as implicações dessa abordagem para a prática do analista do comportamento, ao reconhecer as dimensões sociais, políticas e éticas envolvidas na construção do Eu e na manutenção de repertórios que podem tanto reforçar quanto desafiar práticas opressoras em contextos clínicos e em intervenções culturais.
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