O Eu e os Outros em Sobre o Behaviorismo: complicações e implicações em uma cultura complexa

Autores

  • Aécio Borba

DOI:

https://doi.org/10.18761/AB50ABD011

Palavras-chave:

Sobre o Behaviorismo, autocontrole, autoconhecimento, cultura

Resumo

Este artigo discute as implicações conceituais do capítulo “O Eu e os Outros” da obra Sobre o Behaviorismo, de B. F. Skinner, analisando criticamente como a noção de “Eu” pode ser compreendida sob uma perspectiva analítico-comportamental. Rejeitando explica­ções mentalistas e internalistas, o capítulo propôs que o Eu deve ser entendido como uma au­todescrição aprendida e mantida por uma comunidade verbal. Autoconhecimento e aspectos do autocontrole são vistos como desdobramentos dessa ideia explorados como repertórios desenvolvidos socialmente, em que uma pessoa se comporta em relação a seu próprio com­portamento. A análise é expandida com base nas contribuições de Norbert Elias, especial­mente no que tange ao processo de individualização nas sociedades de mercado modernas, que favorecem repertórios previsíveis, controle emocional e aumentam a necessidade de au­todescrições. O artigo conclui destacando as implicações dessa abordagem para a prática do analista do comportamento, ao reconhecer as dimensões sociais, políticas e éticas envolvidas na construção do Eu e na manutenção de repertórios que podem tanto reforçar quanto desa­fiar práticas opressoras em contextos clínicos e em intervenções culturais.

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Publicado

05-02-2026

Como Citar

Borba, A. (2026). O Eu e os Outros em Sobre o Behaviorismo: complicações e implicações em uma cultura complexa. Perspectivas Em Análise Do Comportamento, 16(2), 118–131. https://doi.org/10.18761/AB50ABD011