Para além da mentalidade aberta: Política, epistemologia e o legado de “About Behaviorism”
DOI:
https://doi.org/10.18761/AB50ABcc50101Palavras-chave:
About Behaviorism, análise do comportamento, identidade, dogmatismo, ecletismoResumo
Este artigo reavalia About Behaviorism, de B. F. Skinner, em seus contextos político e epistemológico. Inicialmente, examinamos como o clima político dos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970, incluindo os movimentos por direitos civis e as tensões da Guerra Fria, contribuiu para associar o comportamentalismo ao autoritarismo e intensificou as críticas às ideias de Skinner. Em seguida, analisamos a ascensão do cognitivismo, em um cenário de defesa da noção de “mentalidade aberta” como ideal científico e cultural. Ao promover a flexibilidade conceitual e interdisciplinaridade como paradigmas da mente humana, esse ideal acabou por enfraquecer compromissos filosóficos explícitos. Sustentamos, alternativamente, uma crítica à mentalidade aberta como ideal, sem, no entanto, endossar uma postura fechada ou dogmática. Discutimos a atualidade desse diagnóstico, tanto no plano político quanto epistemológico, e destacamos a persistência de retóricas de abertura que despolitizam debates científicos e esvaziam identidades conceituais. Por fim, ressaltamos que a Análise do Comportamento desenvolvida no Brasil ainda é um campo fértil para delinear uma outra mentalidade, plural, crítica e filosoficamente compromissada, conforme sugerem os artigos reunidos neste volume especial.
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