Esquiva experiencial: uma revisão conceitual
DOI:
https://doi.org/10.18761/PAC.ACT.036Palavras-chave:
esquiva experiencial, terapia de aceitação e compromisso, ACT, revisão conceitualResumo
O presente trabalho revisou o uso do conceito de esquiva experiencial em uma amostra de 19 artigos publicados entre 2008 e 2012. Foram analisadas: (a) a definição de esquiva experiencial utilizada em cada artigo e (b) aproximações e distanciamentos da primeira formulação deste conceito, apresentada por Hayes et al. (1996). Foi possível verificar como uma definição disposicional/topográfica desta categoria transdiagnóstica potencialmente ocasionou perdas significativas na precisão do uso do conceito ao longo dos estudos. Por fim, visando superar as imprecisões identificadas, propôs-se que a esquiva experiencial poderia ser definida como padrões de respostas de fuga, esquiva ou supressão do responder com as seguintes características funcionais: (a) evocadas ou eliciados por eventos aversivos privados (pensamentos, sentimentos, sensações) ou públicos (correlatos); (b) mantidas por reforçadores negativos imediatos (privados ou públicos); (c) em longo prazo, produzem o estreitamento de repertório comportamental e consequente restrição de acesso a outros reforçadores primários, condicionados ou verbalmente estabelecidos (valores).